Um vazamento que só se manifesta meses após a entrega da obra, um registro que falha sob pressão ou uma conexão mal vedada raramente entram no orçamento inicial de uma construção, mas o custo de corrigir esse tipo de falha pode ser alto. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, este tipo de retrabalho pode responder por até 12% do valor total de uma obra no Brasil. Para se ter uma noção mais clara, em um projeto de R$ 300 mil isso pode significar até R$ 36 mil gastos para refazer o que já havia sido feito.
No caso de erros hidráulicos, o problema tem uma característica particular: ele fica escondido. Diferentemente de uma rachadura ou um acabamento malfeito, uma falha na tubulação costuma aparecer só depois que a parede foi fechada, o piso assentado ou o revestimento instalado. E a correção, nesses casos, quase sempre exige quebra-quebra.
“Grande parte dos problemas que aparecem depois da entrega poderiam ser evitados com atenção redobrada em pontos que não estão à vista, como registros e conexões. É ali que mora o risco e também a oportunidade de entregar mais tranquilidade para quem executa e para quem mora”, afirma Júlio Grein, diretor comercial e de marketing do Grupo Krona.
A prevenção começa ainda na especificação dos itens e passa pela escolha de produtos adequados, pela correta aplicação e pela conferência da instalação antes do fechamento das paredes. Uma pesquisa realizada pela Krona Tubos e Conexões com instaladores de todo o país indicou que 86,3% dos profissionais consideram a qualidade como critério central, para além do preço, e 74,5% priorizam a facilidade de instalação e uso.
“Quando falamos de uma instalação que ficará escondida depois do acabamento, a qualidade do material e a forma como ele é aplicado precisam caminhar juntas. O profissional precisa ter segurança de que está utilizando o componente adequado e seguindo a orientação correta, porque depois que a parede é fechada, qualquer intervenção tem um custo muito maior”, reforça Júlio.
Renan Carvalho é engenheiro de aplicação há 13 anos. Segundo ele, a escolha dos produtos resguarda também o resultado do próprio trabalho. “Especificação técnica pouco clara e peça mal instalada costumam ser os primeiros sinais de um problema que vai aparecer mais na frente. Quando isso acontece depois da entrega, significa voltar à obra, perder tempo, ter custo extra e ainda desgastar a relação com o cliente”, afirma.
Conferir conexões, testar a instalação, observar as orientações de aplicação e só então fechar paredes e pisos são procedimentos que podem evitar que uma falha de poucos centímetros se transforme em horas de trabalho e despesas adicionais. “Esse é o básico que deve ser feito, mas que passa despercebido em alguns casos”, alerta o especialista.
O que separa uma obra tranquila de um retorno inesperado costuma ser decidido nos detalhes que ficam escondidos depois da entrega. Isso passa pela escolha de peças confiáveis, a clareza das informações de instalação e a atenção redobrada nos pontos que não estarão mais visíveis. Para o profissional, isso significa menos retrabalho e reputação preservada. Para quem mora, representa mais tranquilidade e segurança nos anos seguintes à obra.
