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    Home»Administração de Condomínio»Erros cometidos quando um elevador para podem causar acidentes graves
    Luana Clara via IA
    Administração de Condomínio

    Erros cometidos quando um elevador para podem causar acidentes graves

    29 de outubro de 20263 Minutos
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    Um elevador parado é uma das situações mais comuns e estressantes na rotina de um síndico. Além do transtorno para os moradores, o problema pode se agravar quando a empresa de manutenção demora a responder ou quando decisões são tomadas às pressas. Para ajudar quem passa por esse tipo de situação, a Arsenal Elevadores, empresa especializada em consultoria técnica para elevadores, reúne algumas orientações sobre o que fazer e o que evitar nesses casos.

    Isolamento e comunicação: os primeiros minutos importam

    O primeiro passo é isolar o equipamento e garantir que ninguém tente destravar portas ou movimentar a cabine manualmente. “Muitos acidentes graves acontecem justamente na tentativa de resolver o problema sem qualificação técnica, seja por parte de um morador, do zelador ou até de um porteiro mais afobado. A orientação é sempre isolar a área, comunicar os moradores e acionar a manutenção imediatamente”, afirma Rafael Sampaio, fundador e diretor da empresa.

    Se houver pessoas presas na cabine, o cuidado deve ser ainda maior. Os ocupantes precisam manter a calma e não tentar forçar a porta ou sair por alguma fresta, por exemplo, já que o elevador pode se movimentar. O ideal é que o síndico ou responsável mantenha contato verbal constante com as pessoas até a chegada da equipe técnica.

    Outro ponto de atenção é a comunicação com a empresa responsável pela manutenção. O síndico deve exigir um prazo de atendimento e, principalmente, registrar por escrito, por e-mail, aplicativo ou sistema de chamados, o horário da solicitação e a resposta recebida. Esse histórico ajuda tanto a cobrar agilidade quanto, se necessário, a acionar o contrato em caso de descumprimento reiterado dos prazos.

    Os erros mais comuns na hora de negociar com a manutenção

    De acordo com os consultores, um erro frequente é aceitar justificativas genéricas da manutenção, como “falta de peça” ou “problema recorrente”, sem solicitar um diagnóstico técnico por escrito. Sem esse registro, o condomínio fica sem embasamento para negociar ressarcimentos, trocas de peças ou até mesmo uma rescisão contratual em casos de negligência.

    Também é recomendável que o síndico não autorize reparos ou trocas de peças de forma precipitada, sem antes verificar se o serviço está coberto pelo contrato de manutenção vigente. Muitos contratos preveem manutenção corretiva sem custo adicional, mas determinadas peças podem ser cobradas à parte. Por isso, qualquer orçamento extra deve ser analisado antes da aprovação.

    “O maior risco para o síndico é tomar decisões técnicas sozinho, sem parâmetro de comparação. Ele não tem obrigação de entender de elevador, mas precisa ter alguém de confiança que traduza o que está sendo dito pela manutenção e diga se aquilo faz sentido, tanto tecnicamente quanto no valor cobrado”, explica Sampaio.

    Quando o problema se repete, a causa pode estar subestimada

    Em casos de paradas recorrentes do mesmo equipamento, a recomendação é solicitar um laudo técnico independente para identificar a causa raiz do problema. Uma parada isolada pode ter uma explicação pontual, mas a repetição do mesmo defeito em um curto espaço de tempo geralmente indica que a manutenção corretiva está tratando apenas o sintoma, sem resolver a origem da falha. O resultado tende a ser aumento dos custos e desgaste contínuo com os moradores.

    Documentar cada chamado, com data, horário e descrição do problema, também ajuda o síndico a perceber esse padrão de recorrência mais cedo, antes que ele se transforme em um problema estrutural mais caro de resolver.


    Luana Clara

    Jornalista e Head da Condo.news, professora de pós-graduação em Comunicação Estratégica e mentora em comunicação no StartupFarm
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