Nas férias escolares, os condomínios residenciais costumam registrar aumento no fluxo de pessoas e maior ocupação das áreas comuns. Piscinas, salões de festas, churrasqueiras, quadras e espaços de convivência passam a receber mais moradores, visitantes e crianças ao longo do dia. O período, embora marcado por lazer e confraternização, também pode ampliar riscos relacionados à segurança e à organização interna.
Segundo Marcia Gomes, especialista em segurança e Relações Institucionais do Grupo GR, épocas de maior circulação exigem planejamento e reforço dos protocolos já adotados pelos condomínios. “Durante as férias, a rotina dos empreendimentos muda significativamente. Há aumento no número de visitantes, prestadores de serviço, entregas e uso intenso das áreas comuns. Isso demanda atenção para que momentos de lazer não acabem criando situações de insegurança”, afirma.
De acordo com a especialista, entre as medidas mais importantes está o reforço no controle de acesso de visitantes para garantir que todos os procedimentos de identificação e autorização sejam cumpridos corretamente, evitando, assim, liberações automáticas ou situações que possam comprometer a segurança do condomínio. A comunicação entre moradores e equipes de portaria também ganha ainda mais relevância neste período, especialmente devido ao aumento de convidados para festas e encontros familiares.
Outro ponto de atenção envolve a utilização das áreas de lazer, principalmente as piscinas, que durante as férias costumam registrar maior presença de crianças e adolescentes. Nesses casos, a supervisão dos responsáveis torna-se essencial para evitar acidentes e garantir um ambiente seguro para todos os moradores.
Além disso, o período pode ser uma oportunidade para revisar equipamentos e sistemas de segurança, como câmeras, portões eletrônicos, interfones e mecanismos de controle de acesso. O treinamento das equipes também merece atenção especial. Porteiros, vigilantes, controladores de acesso e demais funcionários precisam estar alinhados aos protocolos internos e preparados para lidar com o aumento da circulação de pessoas.
Marcia ressalta também a necessidade de manter processos claros para entrada de prestadores de serviço e entregadores, uma vez que a movimentação mais intensa pode facilitar falhas operacionais. “A tecnologia ajuda muito, mas a segurança em condomínios depende também do comportamento das pessoas. Pequenos hábitos, como não permitir entrada de desconhecidos e respeitar procedimentos de acesso, fazem diferença”, conclui.
