Quem mora em condomínio percebe a mudança logo no mês de julho. As manhãs ficam mais barulhentas, a piscina cheia, a quadra ocupada o dia todo e o parquinho vira ponto de encontro das crianças. Para muitas famílias, o condomínio vira o principal espaço de lazer durante as férias escolares. Essa dinâmica traz benefícios para a convivência entre os pequenos, mas também aumenta a responsabilidade dos adultos envolvidos. Quanto maior o uso das áreas comuns, maior a necessidade de que elas estejam bem conservadas e de que regras de convivência sejam seguidas para evitar acidentes e atritos.
O assunto ganhou destaque nacional durante o Carnaval, quando um condomínio da Grande Belo Horizonte teve um acidente fatal. Uma estrutura de madeira de um parquinho cedeu durante uma brincadeira; uma menina de dez anos morreu e outras quatro crianças ficaram feridas. O caso reacendeu um alerta nos condomínios de todo o Brasil, de que cabe à gestão manter os espaços coletivos em condições adequadas de uso.
Por isso, especialistas recomendam que síndicos e administradoras aproveitem o período anterior ao recesso para revisar a segurança dos brinquedos, o cercamento de piscinas, o sistema de iluminação, as sinalizações e demais elementos que possam apresentar problemas de uso. Afinal, em mês de férias, até elevadores, corredores e garagens ganham um fluxo maior com a circulação intensa de crianças, muitas vezes desacompanhadas.
“Enquanto a gestão é responsável pela segurança da infraestrutura do condomínio, pais e cuidadores são responsáveis pela supervisão das crianças. Mesmo que o condomínio tenha câmeras, não é recomendado deixar crianças circularem sozinhas entre o apartamento e o parquinho, por exemplo”, lembra Léo Mack, especialista em gestão condominial e Diretor de Operações da uCondo, empresa referência em tecnologia para condomínios.
Comunicação antecipada evita problemas
Com o aumento do fluxo de pessoas, as férias escolares também costumam aumentar conflitos relacionados ao uso das áreas comuns. Horários da piscina, reservas da quadra, circulação de bicicletas, utilização de patinetes e brincadeiras em locais inadequados são situações que aparecem com mais frequência nessa época.
Léo Mack aconselha uma comunicação preventiva para ajudar o condomínio a organizar a rotina de férias antes que ela gere problemas. “As férias das crianças alteram completamente a dinâmica do condomínio. Quando a comunicação chega antecipadamente aos moradores, fica muito mais fácil corrigir a rota. É hora de reforçar orientações de convivência, prestar contas sobre manutenções e informar qualquer mudança para evitar situações de risco”, afirma.
Com a experiência de quem atende 7 mil condomínios em todo o Brasil, ele reforça a medida indicando aplicativos de gestão condominial, ferramentas que permitem centralizar comunicados, documentos de revisão/manutenção, cobranças de taxa condominial, enviar notificações em tempo real e lembrar os moradores sobre regras que muitas vezes acabam esquecidas no dia a dia.
