Condomínios funcionam como pequenas famílias. Todo mês existe um fluxo grande de consumo, como energia, manutenção, seguros, limpeza, internet, gás e funcionários. A maioria das pessoas olha apenas para a despesa. Mas existe uma forma mais justa de lhar para esse fluxo e transformar parte desse gasto que antes iria apenas para o caixa do condomínio, algo importante para evitar gastos excessivos no futuro, em um retorno financeiro para os moradores. É exatamente daí que surge a ideia do cashback bem condomínios.
O conceito é simples. Vamos imaginar que um condomínio tenha um custo fixo mensal de 10 mil reais, sendo que 2 mil vão para o fundo de reserva e despesas variáveis, em média, 3 mil. Logo, na maior parte dos meses o gasto total é de 13 mil. Se esse condomínio tiver 13 unidades, cada morador paga cerca de 1 mil por mês. Nos meses em que o custo é inferior a esse valor, o excedente pode retornar aos moradores na forma de cashback.
Esse retorno pode acontecer de diferentes maneiras. Uma delas é por meio da negociação com fornecedores. Serviços recorrentes como internet, seguros, energia compartilhada ou plataformas de gestão podem oferecer parcerias em que parte do valor pago retorna ao condomínio.
Outra possibilidade envolve receitas geradas dentro do próprio prédio. Minimercados autônomos, lavanderias compartilhadas, aluguel de espaços comuns ou carregadores para carros elétricos podem gerar receitas adicionais. Parte desse valor pode ajudar a reduzir o valor do condomínio ou ser devolvido como crédito aos moradores.
Também existem parcerias com o comércio do entorno. Restaurantes, academias e farmácias podem oferecer benefícios ou cashback para moradores cadastrados em aplicativos do condomínio. Quando bem estruturado, o cashback cria um incentivo coletivo para uma gestão mais eficiente, com custos mais equilibrados, maior transparência e benefícios diretos para quem vive no condomínio.
*Por Tiago Velloso, economista formado pelo Ibmec
