No universo Corporate Total da região, que reúne todas as classes de edifícios em um estoque de 1,42 milhão de m², a taxa de vacância encerrou o período em 6,58%. O patamar reduzido indica menor margem de negociação, especialmente para empresas que buscam grandes áreas ou localizações específicas.
A ocupação segue em ritmo positivo. No quarto trimestre de 2025, a absorção líquida foi de 11,5 mil m², considerando-se todas as classes de edifícios, sinalizando que as empresas continuam expandindo ou consolidando operações na região, mesmo diante da baixa disponibilidade. O movimento reforça o desequilíbrio entre oferta e demanda, que tende a sustentar a pressão sobre valores no curto prazo.
Os preços confirmam a tendência de valorização. O valor médio pedido no perfil Corporate (todas as classes) fechou o ano em R$ 262,85 por m², mais que o dobro do registrado no final de 2022, quando a média era de R$ 117,52 por m². A alta acumulada de 123% em três anos evidencia um ciclo contínuo de elevação, sem sinais relevantes de desaceleração ao longo do período.
A análise por classe de ativos mostra dinâmicas distintas dentro da própria região. Nos edifícios de alto padrão (Corporate A+), o preço médio atingiu R$ 283,96 por m², com vacância de 8,01%. Esses empreendimentos seguem concentrando a demanda de grandes instituições financeiras e empresas de tecnologia, que priorizam imagem corporativa e presença no principal eixo de negócios da cidade.
Nos edifícios Corporate A, os valores médios chegaram a R$ 279,94 por m², praticamente no mesmo nível dos ativos A+. A proximidade indica um movimento de compressão de preços, em que a escassez de empreendimentos “troféu” leva empresas a competir por alternativas de alto padrão para garantir endereço na região.
Já os edifícios classificados como Corporate Outros (B e C) registraram preço médio de R$ 104,21 por m² e vacância de apenas 2,72%, o menor nível entre as categorias. A baixa disponibilidade sugere retenção de ocupantes e tem estimulado projetos de modernização e retrofit como alternativa para ampliar a oferta qualificada.
Mesmo com valores em patamares históricos, o mercado permanece ativo. Entre as principais movimentações do trimestre na região da Nova Faria Lima, estão a expansão do Banco ABC Brasil, com ocupação superior a 10 mil m², e a absorção de aproximadamente 2 mil m² pela GCB Investimentos. As operações reforçam a permanência da demanda por parte de grandes empresas, especialmente do setor financeiro, para as quais a localização estratégica continua sendo um fator prioritário.
Para 2026, o cenário aponta para um mercado mais seletivo e competitivo. Com oferta restrita e valorização consistente, decisões antecipadas e baseadas em inteligência de mercado tendem a ganhar importância para empresas que planejam expansão, relocalização ou renegociação de contratos na Nova Faria Lima.
