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    Home»Vida em condomínio»Censo revela condomínios mais caros, síndicos mal remunerados e recorde de inadimplência
    Foto: Vista de São Paulo. Crédito: Unsplash
    Vida em condomínio

    Censo revela condomínios mais caros, síndicos mal remunerados e recorde de inadimplência

    8 de janeiro de 20266 Minutos
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    Consolidado com informações do IBGE, da Receita Federal e da uCondo, o Censo Condominial 2025/26 mostra que há mais de 500 mil pessoas trabalhando no ramo, o que aponta um crescimento de mercado. Quanto à remuneração dos síndicos, a média nacional é R$ 1.520, considerando todos os tipos de síndicos, sejam moradores ou profissionais, CLT ou informais. Nos estados com maior número de condomínios, as médias são bastante distintas: no Rio de Janeiro é R$ 2.115, em São Paulo, R$ 1.311, em Minas Gerais, R$ 1.189, no Rio Grande do Sul, R$ 1.286, em Santa Catarina, R$ 1.923, no Paraná, R$ 1.469 e na Bahia, R$ 2.381.

    “A função de síndico é pouco valorizada no mercado, apesar da responsabilidade administrativa, financeira e jurídica que recai sobre quem ocupa o cargo”, comenta Léo Mack, cofundador e Diretor de Operações da uCondo, startup de tecnologias para gestão condominial que atende 6 mil condomínios no país.

    “A especialização, por meio de cursos de gestão, finanças e legislação, pode ser uma boa saída para elevar a qualidade dos candidatos e criar argumentos concretos para a revisão da remuneração, além de ser uma solução para elevar também os serviços prestados”, sugere, indicando que esse é um mercado que carece de profissionalização.

    Gestão de conflitos

    Para compreender a área da atuação dos síndicos, é importante saber as principais solicitações de moradores que fazem parte do seu dia a dia.

    Em 2025, os condomínios que utilizam a uCondo registraram mais de 308 mil chamados. Lideram o ranking as solicitações administrativas, com 92.931 registros. Logo atrás aparecem as reclamações (86.317 casos), seguidas de perto pelos chamados para manutenção de áreas comuns (84.643). As dúvidas gerais ficam com 27.327 casos.

    Também foram registradas 1.832 ocorrências relacionadas a animais de estimação. Dessas, 844 envolvem barulho, 486 envolvem higiene, 332, presença em áreas restritas a pessoas (como área de piscina) e 170, comportamentos inadequados, como agressividade ou falta de controle.

    Léo Mack recomenda que o síndico mantenha o regimento interno do condomínio atualizado, prevendo limites objetivos para o descumprimento de regras e penalidades, como multa. “Onde não há regra clara, há espaço para conflito. É preciso pensar em uma gestão preventiva”, diz o especialista.

    Distribuição territorial

    O Censo Condominial 2025 aponta que o Brasil tem 327.248 condomínios, com cerca de 39 milhões de moradores. A região Sudeste concentra a maior parte dos imóveis, são 178.483 (55%), seguida pelo Sul, com 84.303 (26%), Nordeste, com 40.774 (13%), Centro-Oeste, com 17.582 (5%) e Norte, com 3.803 (1%).

    Os estados com mais condomínios aparecem nesta ordem: São Paulo (81.442), Minas Gerais (51.120), Rio de Janeiro (39.569), Rio Grande do Sul (36.899), Santa Catarina (25.574), Paraná (21.830) e Bahia (10.198). A partir deste estado, os números caem bastante, chegando ao Amapá, com 87 condomínios, ao Acre, com 82, e a Roraima, com apenas 35.

    Taxa condominial e inadimplência

    O Censo também revela que a média nacional da taxa condominial subiu de R$ 413 (1º semestre de 2022) para R$ 516 (1º semestre de 2025), um aumento contínuo que totaliza R$ 103 ou 24,9% no período. Em paralelo, a inadimplência com mais de 30 dias atingiu 11,95% no 1º semestre de 2025, o maior patamar do período analisado.

    Os impactos aparecem na redução de caixa, o adiamento de obras e mais dificuldade para cumprir contratos recorrentes, um alerta para a gestão cotidiana dos condomínios. “Mas a despesa média está crescendo de forma previsível. Isso pede, por parte da gestão, um planejamento orçamentário mais fino, a revisão de contratos de serviços, como limpeza, portaria e manutenção, e o reforço do fundo de reserva para evitar repasses abruptos”, analisa Léo Mack.

    Confira a evolução semestral da inadimplência:

    • 1º semestre de 2022: 9,72%
    • 2º semestre de 2022: 8,65%
    • 1º semestre de 2023: 9,14%
    • 2º semestre de 2023: 9,92%
    • 1º semestre de 2024: 9,99%
    • 2º semestre de 2024: 9,83%
    • 1º semestre de 2025: 11,95%

    Confira a evolução semestral da taxa condominial:

    1º semestre de 2022: R$ 413
    2º semestre de 2022: R$ 440 (+R$ 27; +5,2%)
    1º semestre de 2023: R$ 459 (+R$ 19; +4,6%)
    2º semestre de 2023: R$ 469 (+R$ 10; +2,3%)
    1º semestre de 2024: R$ 494 (+R$ 25; +5,4%)
    2º semestre de 2024: R$ 501 (+R$ 7; +1,5%)
    1º semestre de 2025: R$ 516 (+R$ 15; +3,0%)

    A taxa condominial por região fechou, no primeiro semestre de 2025, em R$ 516,84 no Sudeste, R$ 537,32 no Sul, R$ 522,30 no Nordeste, R$ 514,51 no Centro-Oeste e R$ 429,21 no Norte; todas com alta relativa ao primeiro semestre de 2022, com exceção do Norte, que viu a taxa diminuir (era de R$ 517,84), e a maior alta foi no Sudeste (era de R$ 395,77).

    Já a taxa de inadimplência por região fechou em 11,78% no Sudeste, 9,45% no Sul, 13,52% no Nordeste, 10,21% no Centro-Oeste e 18,44% no Norte; todas com alta relativa ao primeiro semestre de 2022.

    Animais de estimação

    Vemos crescer também o número de animais de estimação nas casas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), já somos o 3º país com mais pets no mundo, com uma média de 2,3 animais por residência. “Não por acaso um dos ícones pop do momento é o vira-lata caramelo, que está por toda parte e ganhou a notoriedade do brasileiro, com memes, campanhas de marketing, filme e, espero, mais adoções também”, diz Mack.

    Dentro dos condomínios, o Censo aponta que 1 em cada 10 apartamentos registrados na plataforma da uCondo possui pelo menos um animal de estimação cadastrado. Embora ainda exista subnotificação, o uso da funcionalidade de cadastro de pets vem aumentando de forma consistente, mostrando a preocupação dos tutores com a segurança dos seus bichinhos e que lidar com as questões animais — seja excesso de barulho, lugar adequado para brincadeiras, sujeira e limpeza — já faz parte da rotina dos síndicos e gestores condominiais.

    Entre os quase 39 mil pets cadastrados, os cães são maioria, 66,4% do total, seguidos pelos gatos, com 30,9%. Há ainda outras presenças (inclusive curiosas) nos apartamentos brasileiros: aves (1,6%), coelhos (0,4%), roedores (0,4%), além de registros pontuais de peixes, répteis e até primatas.

    “A presença crescente de animais nos condomínios pede que a convivência seja organizada; não há mais como proibi-los. Cadastro atualizado, comprovação de vacinação, definição de áreas e horários para circulação, enfim, regras que equilibrem o bem-estar dos animais e o sossego dos moradores. Isso ajuda a responsabilizar os tutores por regras quebradas sem transformar vizinhos em adversários”, aconselha o COO da uCondo.


    Luana Clara

    Jornalista e Head da Condo.news, professora de pós-graduação em Comunicação Estratégica e mentora em comunicação no StartupFarm
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