Um crime brutal ocorrido no último sábado (28), no bairro do Tucuruvi, na Zona Norte de São Paulo, onde o corretor de imóveis Edilson Correia Leite, de 59 anos, foi assassinado com um tiro dentro de sua própria casa durante um assalto, na frente da sua esposa, expôs o quadro de violência preocupante que atinge atualmente a capital paulista. E o caso também evidenciou a importância do investimento em controles de portões com tecnologia antifraude, pois, neste grave episódio, um trio de criminosos invadiu a residência sem dificuldades ao usar um dispositivo que clonou o equipamento dos moradores que aciona a abertura e o fechamento do portão da garagem.
Logo após a invasão, os bandidos levaram o casal para o andar de cima do imóvel e passaram a procurar por dinheiro, joias e relógios. Durante a ação, a vítima foi agredida pelos criminosos antes de ser baleado por um dos assaltantes e depois não resistir aos ferimentos. O trio inicialmente entrou na garagem em um carro dirigido por um comparsa, que logo em seguida deixou o local e ficou à espera dos delinquentes na mesma rua da residência, sendo que ele pôde fechar o portão com o controle clonado para reduzir o risco de a vizinhança descobrir o que estava acontecendo lá dentro e chamar a polícia. E depois de o morador ser assassinado e o barulho de tiros disparados terem sido ouvidos por vizinhos, os marginais fugiram pulando o muro da casa e carregando alguns pertences roubados. Câmeras de segurança flagraram o momento da fuga.
Após o crime, o trio fugiu levando pertences da casa. Câmeras de segurança registraram o momento em que os ladrões saíram do imóvel após o assalto e o homicídio do morador. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que policiais militares foram acionados para atender a ocorrência, mas os criminosos já haviam fugido e nenhum suspeito foi preso no último sábado. O órgão também confirmou que o veículo usado na fuga foi localizado posteriormente pela Polícia Militar na Rua Igarité, no bairro do Jaçanã, onde foi abandonado pelos meliantes.
Ao comentar esse grave caso do último sábado, Fabio Gomes, gerente regional de vendas da unidade brasileira da Came, multinacional que é líder mundial em produtos de controle de acesso no mercado de segurança, lamentou o ocorrido e destacou que o episódio evidenciou ainda mais a importância da realização de investimentos em controles de portões que contam com recursos tecnológicos que impedem a possibilidade de clonagem dos códigos que comandam os sistemas operados nestes dispositivos. “É muito triste constatar que esse tipo de crime continua acontecendo e, conforme a incidência dessa categoria de evento foi aumentando nos últimos tempos, passamos a disponibilizar a maior oferta possível de produtos com mecanismos antifraude. Atualmente, disponibilizamos três modelos com essa tecnologia, chamada rolling code, que permite a criação de até 4 bilhões de combinações numéricas e, por isso, são impossíveis ou quase impossíveis de serem clonados”, ressalta o representante da empresa.
78 homicídios dolosos por dia no 1º bimestre
A utilização da tecnologia como aliada para garantir maior proteção patrimonial se tornou uma necessidade em meio a um cenário de índices alarmantes de criminalidade no Brasil. Dados divulgados pelo governo federal confirmaram a ocorrência de 4.582 homicídios dolosos, quando há intenção de matar ou se assume o risco de produzir morte, no primeiro bimestre do ano. Embora o registro represente uma queda de 18,46% em relação ao número de delitos desta natureza somados no mesmo período de 2025, essa quantidade significou uma média de 78 mortes por dia nos dois meses iniciais de 2026, quando a taxa de homicídios dolosos, por estado, também foi de 12,83 por 100 mil habitantes.
Diante desse panorama de violência permanente no país, a Came tem ampliado constantemente a sua oferta de produtos de segurança ao mercado nacional. No que diz respeito aos dispositivos remotos para operação de portões, além de disponibilizar três modelos com tecnologia antifraude, a companhia ainda tem à disposição em seu portfólio um receptor externo que possibilita o uso dos controles da empresa, munidos deste sistema contra clonagem, em equipamentos de outros fabricantes. “Esse é outro diferencial de qualidade e tecnologia que oferecemos ao trazermos uma solução também para quem pretende continuar usando os seus dispositivos de controle de acesso. E o custo do investimento nesses produtos é insignificante perto do que a bandidagem gasta em um aparelho para clonar controles. Os criminosos não investem quase nada para levar vantagem. Hoje, por cerca de R$ 30, em média, é possível comprar livremente pela internet um ‘clonador’ de controles”, alerta Gomes.
Os controles com a tecnologia rolling code são considerados mais seguros porque utilizam códigos que mudam a cada vez que o equipamento é acionado, impedindo ou dificultando muito mais a chance de clonagem. Em dispositivos convencionais, que possuem código fixo, um aparelho de gravação pode captar o sinal de radiofrequência que é enviado pelo controle original e depois reproduzi-lo para abrir o portão. Já no outro caso, do modelo mais avançado, um algoritmo criptográfico é usado para sempre gerar códigos novos e o infrator precisará de uma ferramenta tecnológica mais sofisticada para capturar a combinação alterada constantemente e ainda usá-la em curta janela de tempo.
