A acessibilidade arquitetônica estará em debate na Conferência Internacional CAU 2025, que será realizada de 4 a 6 de setembro, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. O encontro reunirá profissionais de mais de 20 países para discutir habitação, mobilidade, mudanças climáticas e inclusão no espaço urbano.
Para o arquiteto Eduardo Ronchetti, especialista em acessibilidade com 25 anos de experiência, o Brasil ocupa posição de destaque mundial nesse campo. Ele afirma que as normas técnicas brasileiras não devem ser vistas como burocracia, mas como requisito mínimo para projetos e obras.
Segundo Ronchetti, a deficiência não está na pessoa, mas nas barreiras físicas e atitudinais presentes nos espaços. “Não existe edificação metade acessível: todo projeto deve atender integralmente às normas para ser aprovado”, afirma. O tema envolve diretamente cerca de 52 milhões de brasileiros – 20 milhões de pessoas com deficiência e 32 milhões de idosos – número superior ao da população de países como Argentina ou Canadá.
Entre as soluções mencionadas pelo especialista estão sanitários acessíveis independentes, salas multissensoriais para pessoas com transtorno do espectro autista, salas de amamentação, duchas higiênicas para ostomizados e superfícies de troca de roupa em banheiros públicos.
A ampliação da acessibilidade também abre novas frentes de atuação para arquitetos e urbanistas. Além do projeto, cresce a demanda por diagnósticos técnicos e planos de ação voltados ao cumprimento da legislação. Ao assinar um Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), o profissional atesta que a obra atende às exigências legais nesse campo.
Os interessados podem se inscrever clicando no link.