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    Administração de Condomínio

    Climatização inteligente avança com zonas térmicas e ventilação sob demanda

    18 de fevereiro de 20264 Minutos
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    Sistemas de climatização concentram uma das maiores parcelas do consumo elétrico em edifícios de grande porte no Brasil. Dados da Empresa de Pesquisa Energética indicam que, em prédios comerciais e públicos, o uso de energia com aquecimento, ventilação e ar-condicionado pode responder por algo entre 40% e 50% do total, a depender do perfil da operação. 

    Em meio a ondas de calor mais frequentes e tarifas pressionadas, gestores de shoppings, aeroportos, hospitais e centros logísticos têm recorrido a duas estratégias complementares para conter desperdícios: a divisão por zonas térmicas e a ventilação sob demanda.

    Patrick Galletti, engenheiro mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização e CEO do Grupo RETEC, afirma que a mudança passa por tratar a climatização como um sistema dinâmico. “Muitos edifícios funcionam o dia inteiro como se estivessem em ocupação máxima. Isso eleva o gasto de energia e não garante conforto nos pontos críticos”, diz.

    A adoção dessas práticas acompanha uma tendência internacional. A Agência Internacional de Energia estima que a operação de edifícios responda por cerca de 30% do consumo final global de energia e por aproximadamente 26% das emissões relacionadas ao setor energético, o que coloca eficiência operacional no centro das estratégias de redução de custos e impacto ambiental.

    Zonas térmicas ajustam o frio ao uso real do espaço

    O conceito de zonas térmicas consiste em dividir grandes áreas em setores com controle independente de temperatura e vazão de ar. Em vez de tratar todo o edifício como um único ambiente, o sistema passa a responder às características de cada espaço. 

    Um shopping pode manter corredores com menor circulação em patamares mais moderados, enquanto reforça a climatização em praças de alimentação ou salas de cinema nos horários de pico.

    Essa segmentação também se aplica a escritórios híbridos, galpões logísticos e hospitais, onde a ocupação varia ao longo do dia. Além da economia, o modelo reduz conflitos relacionados ao desconforto térmico. 

    Pesquisas internacionais sobre experiência no trabalho indicam que o controle inadequado da temperatura está entre os fatores que mais afetam a percepção de bem-estar e produtividade em ambientes corporativos.

    Ventilação sob demanda reduz excesso de ar externo

    Complementar às zonas térmicas, a ventilação sob demanda ajusta a renovação do ar conforme a ocupação efetiva, usando sensores, principalmente de dióxido de carbono, como indicador indireto da presença de pessoas. Em prédios convencionais, a ventilação costuma operar em níveis fixos, dimensionados para lotação máxima, o que resulta em gasto adicional para movimentar, resfriar ou aquecer ar externo mesmo quando os espaços estão parcialmente vazios.

    Estudos do Departamento de Energia dos Estados Unidos mostram que sistemas com controle de ventilação por demanda podem gerar economias médias entre 10% e 20% no consumo energético associado à ventilação e à climatização, quando comparados a modelos baseados apenas em horários predefinidos. Pesquisas acadêmicas indicam que, em cenários específicos, os ganhos podem ser maiores, variando conforme clima, projeto e padrão de uso do edifício.

    Além do impacto na conta de luz, a ventilação controlada influencia a qualidade do ar interno. Trabalhos científicos internacionais apontam que níveis elevados de dióxido de carbono estão associados a piora na percepção de conforto e no desempenho cognitivo, o que reforça a importância do monitoramento contínuo em ambientes fechados de grande circulação.

    O que avaliar antes de investir em tecnologia

    Especialistas alertam que parte relevante das perdas ocorre por operação desalinhada com a realidade do prédio. Antes de ampliar investimentos, o primeiro passo costuma ser mapear a ocupação por área e por horário, com apoio de dados de catracas, sistemas prediais ou histórico de uso dos espaços. Em seguida, recomenda-se revisar setpoints, vazões e estratégias de controle que muitas vezes permanecem inalterados desde a entrega da obra.

    A manutenção também tem peso decisivo. Filtros saturados, sensores descalibrados e serpentinas comprometidas reduzem a eficiência e anulam parte dos ganhos esperados. “Zonas térmicas e ventilação sob demanda funcionam quando há metas claras de operação, como controle de dióxido de carbono, umidade e horários de uso bem definidos. O desempenho é ainda melhor quando essas estratégias são associadas ao uso de sensores modernos, permitindo que a demanda se ajuste à necessidade”, afirma Galletti.

    Caminho gradual e ganhos estruturais

    Na prática, gestores têm avançado de forma gradual, priorizando áreas com maior variação de público, como auditórios, salas de evento, refeitórios e docas. A integração entre sensores, automação e rotinas operacionais tende a gerar resultados mais consistentes do que intervenções isoladas.

    Com calor mais intenso e custos energéticos no radar das empresas, adaptar a climatização ao uso real dos ambientes deixou de ser apenas uma questão de conforto. Para grandes edificações, zonas térmicas e ventilação sob demanda se consolidam como ferramentas de eficiência operacional, redução de desperdício e melhoria da qualidade do ar, sem exigir necessariamente ampliações estruturais nos sistemas existentes.


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