Não é incomum encontrarmos espaços ociosos ou subutilizados em condomínios, como salas vazias, depósitos e até mesmo guaritas.
Além de não cumprirem sua função social, econômica ou operacional, esses espaços representam desperdício de potencial e geram custos fixos — muitas vezes elevados — com manutenção, limpeza e segurança, sem oferecer retorno aos moradores. A boa notícia, porém, é que muitos deles podem ser transformados.
A implantação de hortas surge como uma excelente alternativa para ressignificar esses ambientes, inclusive áreas verticais, tornando-os produtivos, sustentáveis e socialmente relevantes. Essa transformação contribui para a redução de desperdícios, a valorização do imóvel e a melhoria da convivência entre os moradores.
Até aqui, nada de novo. Mas por que não ir além e transformar esses espaços em uma horta hidropônica autônoma, com gestão baseada em inteligência artificial?
A integração de tecnologias de inteligência artificial (IA) na agricultura de precisão já é uma realidade, permitindo monitorar e controlar, em tempo real, o crescimento das plantas. Da mesma forma, a aplicação de IA na gestão de condomínios também vem se expandindo.
Segundo artigo publicado no Jornal da USP, tecnologias antes restritas a grandes produtores foram adaptadas ao uso doméstico e passaram a ser combinadas com soluções de conectividade. Entre elas, destacam-se sistemas de irrigação automatizados controlados por sensores, que
liberam a quantidade adequada de água, evitando desperdícios; uso de Internet das Coisas (IoT) para monitoramento em tempo real; e iluminação LED de crescimento, capaz de simular a luz solar, permitindo o cultivo em ambientes internos ou com baixa luminosidade natural. Além disso, há tecnologias voltadas ao monitoramento de nutrientes, temperatura e umidade do solo, das folhas e dos frutos.
No entanto, a implantação de uma horta automatizada pode variar conforme fatores como localização, clima, espaço físico disponível e características da área (coberta ou descoberta), entre outros aspectos que devem ser cuidadosamente avaliados para garantir resultados positivos.
Por isso, é fundamental contar com o apoio de um especialista em paisagismo com experiência em cultivo hidropônico, que poderá orientar na escolha das espécies mais adequadas, bem como de um arquiteto, responsável pelo planejamento da implantação, assegurando funcionalidade e estética. Também é importante definir a tecnologia mais apropriada para a automação, considerando que a horta deve ser, além de produtiva, um espaço sustentável e acessível a todos.
