A segurança é muito mais do que um aspecto técnico: ela é um dos principais fatores de valorização e escolha de empreendimentos imobiliários, e sua aplicação interfere diretamente na compra e venda desse tipo de ativo financeiro. E uma prova disso é a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica que identificou que segurança residencial é prioridade para 80% dos consumidores na hora de escolher um imóvel.
“A segurança passou a integrar a proposta de valor dos projetos e influencia diretamente na percepção de qualidade, conforto e previsibilidade do dia a dia. O comprador não avalia mais apenas a localização ou a área de lazer do local, e hoje considera o uso da tecnologia a favor de sua proteção como pilar fundamental de uma rotina mais organizada e tranquila. Imóveis mais seguros são muito mais valorizados”, explica Oscar Hilgert, diretor comercial da Positivo SEG, empresa especializada em segurança eletrônica.
Essa realidade acompanha a expansão do próprio setor. Em 2024, o mercado brasileiro de segurança eletrônica movimentou cerca de R$ 14 bilhões, com crescimento anual de 16,1%, impulsionado principalmente pela adoção de tecnologias inteligentes, segundo o Panorama 2024/2025 da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese). O levantamento também destaca que o uso de inteligência artificial já está presente em 64,3% das soluções lançadas no país.
“Hoje, o comprador não busca apenas um imóvel seguro, mas uma experiência de moradia mais previsível. A segurança passou a fazer parte da proposta de valor do empreendimento e influencia diretamente a decisão de compra”, complementa o executivo.
Segurança como parte da experiência de morar e apoio da inteligência artificial
Soluções como controle de acesso e videomonitoramento passaram a integrar a experiência de morar e se consolidam como pilares da valorização dos empreendimentos. Enquanto o controle de acesso organiza a circulação de moradores, visitantes e prestadores de serviço, o videomonitoramento amplia a proteção de áreas comuns e pontos sensíveis. “Quando bem estruturadas, essas tecnologias reduzem improvisos, evitam conflitos, aumentam a rastreabilidade e permitem respostas mais rápidas, resultando em rotinas condominiais mais eficientes e maior sensação de tranquilidade”, destaca Oscar.
Com o avanço da inteligência artificial, essas soluções ganham ainda uma camada adicional de automação e análise, o que torna a segurança mais preventiva e estratégica. A Positivo SEG, por exemplo, investe em soluções com IA embarcada, como a IA Box, capaz de identificar padrões, diferenciar pessoas, veículos e objetos e gerar alertas automáticos em situações atípicas. Com isso, a tecnologia reduz intervenções manuais e contribui para uma gestão de segurança mais inteligente e eficiente.
Integração com dispositivos de casa inteligente
Outro movimento crescente é o de integração entre segurança eletrônica e soluções de casa inteligente. Empreendimentos mais recentes já são entregues com infraestrutura preparada para dispositivos como fechaduras inteligentes, automação de iluminação, sensores e integração com assistentes virtuais.
Essa convergência entre segurança, Internet das Coisas (IoT) e automação residencial amplia a experiência do morar e contribui para a valorização do imóvel ao longo do tempo. Além disso, ambientes tecnologicamente preparados para essa evolução exigem menos reformas e se tornam mais atrativos para venda ou locação futura.
“A integração entre segurança eletrônica, inteligência artificial e casa inteligente transforma a tecnologia em um ativo estratégico para construtoras e incorporadoras. Projetos preparados para esse cenário tendem a se valorizar mais”, complementa Oscar.
Segundo projeções do Statista, o segmento de segurança residencial conectada no Brasil deve alcançar US$ 367 milhões em receita em 2025, com crescimento anual de 11,6% até 2029, indicando a expansão contínua da demanda por soluções inteligentes.
Segurança como ativo estratégico
Para as construtoras e incorporadoras, a segurança eletrônica deixou de ser apenas um diferencial técnico e passou a ser um ativo estratégico. Projetos que incorporam essas soluções desde a concepção tendem a entregar mais valor ao cliente final, reduzir problemas no pós-obra e fortalecer a reputação das marcas.
Ao ser pensada como parte da experiência do condômino, a segurança deixa de ser invisível ou apenas reativa e passa a integrar o cotidiano de forma fluida e intuitiva, com tecnologia atuando nos bastidores para garantir proteção sem gerar fricção na rotina.
