É verão e clubes, condomínios, academias e centros esportivos passam a registrar um aumento significativo no uso das piscinas. Nesse período, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) chama a atenção para um ponto que costuma passar despercebido: a segurança na manipulação, dosagem e aplicação de substâncias químicas apropriadas para a limpeza da água, que vai muito além da aparência e odores associados a higienização.
Segundo a entidade, a manutenção de piscinas de uso coletivo deve ser tratada como uma prática contínua de prevenção à saúde, já que esses ambientes recebem grande circulação de pessoas e uma carga elevada de resíduos, como suor, cosméticos e matéria orgânica. Esse cenário exige cuidados técnicos específicos para evitar irritações, intoxicações e outros problemas de saúde.
Diferentemente das piscinas residenciais, que também devem ser higienizadas seguindo protocolos profissionais, os espaços coletivos sofrem variações mais rápidas nos parâmetros da água. Quando o tratamento não é feito corretamente ou é baseado em improvisos, aumentam as chances de reações indesejadas, como ardência nos olhos, irritações na pele e odores fortes, sinais de que a água pode estar fora dos padrões adequados.
Para reduzir esses riscos, a Abralimp orienta que o controle da água seja feito de forma regular, observando indicadores como pH, alcalinidade e nível de cloro. Esses cuidados ajudam a manter a água segura e confortável para os usuários, especialmente em ambientes fechados ou com uso intenso.
Boas práticas para piscinas coletivas
A associação destaca alguns pontos fundamentais para síndicos, administradores e responsáveis técnicos:
- Uso de produtos adequados: optar sempre por produtos regularizados e seguir as orientações dos fabricantes. Misturas em geral devem ser evitadas, tanto de produtos de limpeza quanto de produtos caseiros, e os produtos devem ter registros em entidades regulamentares de químicos;
- Manutenção da infraestrutura: garantir o funcionamento correto dos sistemas de filtração e a limpeza periódica de bordas e pisos molhados, prevenindo escorregões e o acúmulo de sujeira;
- Prevenção de focos de doenças: a limpeza da linha d’água evita o acúmulo de resíduos que podem favorecer a proliferação de insetos, como o mosquito da dengue;
- Capacitação das equipes: profissionais treinados conseguem identificar problemas antes que se tornem riscos, seguindo protocolos claros e seguros.
Para a Abralimp, a limpeza profissional é uma prevenção essencial de proteção à saúde em ambientes de uso coletivo. Além disso, a comunicação clara com os usuários sobre boas práticas de uso das piscinas também faz parte da prevenção.
Por meio da UniAbralimp, a associação segue investindo em educação e disseminação de conhecimento técnico, com o objetivo de elevar o padrão de segurança que todos os ambientes possam ser usados com responsabilidade e cuidado.
