Campinas está na mira das empresas de portaria remota. Em 11 anos, a cidade registrou mais 45 mil novos apartamentos, segundo dados da prefeitura. O levantamento aponta que entre 2015 e 2025, houve aumento de 38% neste tipo de construção, uma tendência que aponta para a verticalização do município. A soma entre novos condomínios, um fluxo intenso de estudantes todos os anos, e um índice de residenciais unipessoais (com apenas uma pessoa) acima da média nacional, como mostra o último Censo 2022 do IBGE, transformam a cidade em um mercado promissor para as portarias remotas.
De acordo com José Gilberto Dias Filho, CEO da Vision Portaria Monitorada, Campinas se tornou um dos principais pólos de crescimento das portarias remotas no interior paulista. Para o especialista, o principal motor desta mudança é que o perfil de condomínios e habitantes da cidade se beneficiaria da tecnologia, em termos de segurança e economia. Os cálculos da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) revelam que os custos operacionais podem cair entre 40% e 60% em relação às portarias 24 horas tradicionais.
Empresa pretende investir R$ 20 milhões na Grande Campinas
Fundada no município, para evoluir com a popularização das portarias remotas na cidade, o CEO da Vision Portaria Monitorada afirma que até 2030 a empresa investirá 20 milhões de reais na Grande Campinas. “Nos últimos cinco anos, a empresa cresceu em média 18% por ano na região, com o investimento pretendemos alcançar crescimento médio anual de 50% para nos efetivar como a maior empresa de portaria do Estado de São Paulo. Nesse sentido, o mercado campineiro é estratégico para nós”, destaca José Gilberto.
Vale lembrar que, com uma população estimada de 3,3 milhões de pessoas, como estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Metropolitana de Campinas (RMC) ocupa a segunda posição entre as mais populosas do território paulista. Com isso, o especialista analisa que a combinação entre adensamento urbano, segurança, diversificação do perfil dos moradores e pressão permanente por redução de custos nos condomínios tendem a sustentar a expansão do setor nos próximos anos, somado ao investimento contínuo na formação de profissionais e atendimento próximo como diferencial estratégico.
“A portaria remota deixou de ser apenas uma alternativa operacional e passou a integrar uma mudança mais ampla na forma como as cidades médias organizam seus serviços residenciais, alinhando eficiência econômica, controle de acesso e adaptação a novos modos de morar. Campinas é prova disso, hoje atendemos mais de 100 condomínios na região e a adoção da tecnologia tem gerado cada vez mais interesse de síndicos e moradores pelas suas vantagens. É uma evolução em curso”, finaliza o executivo.
