Planejar hoje a cidade que se quer viver amanhã. Com essa proposta, a Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo) lança o Projeto Cidades Planejadas, iniciativa que busca ampliar o debate sobre o papel do planejamento urbano na construção de cidades mais organizadas, sustentáveis, conectadas e preparadas para o crescimento.
Esta iniciativa destaca importância da urbanização ordenada, infraestrutura, sustentabilidade e segurança jurídica para o crescimento dos municípios brasileiros e a campanha parte de uma constatação: o crescimento das cidades é inevitável, mas a forma como ele acontece pode e deve ser planejada, com: ruas, moradias, áreas verdes, saneamento, mobilidade, equipamentos públicos e espaços de convivência precisam ser pensados de maneira integrada para que a expansão urbana gere qualidade de vida e desenvolvimento econômico.
“O futuro das cidades começa nas decisões que tomamos hoje. O desenvolvimento urbano planejado permite antecipar demandas, organizar a ocupação do território e criar condições para que novos bairros sejam integrados à cidade, e não simplesmente ocupem espaços disponíveis”, afirma Caio Portugal, presidente da Aelo.
O que define uma cidade planejada? É esse conhecimento à sociedade que o projeto Cidades Planejadas propõe levar ao público uma discussão que vai além da abertura de novos bairros. O conceito envolve integração entre território, infraestrutura, meio ambiente, mobilidade, habitação, serviços e atividade econômica.
Ela não é necessariamente uma cidade maior ou mais sofisticada. É aquela que consegue organizar seu crescimento, estabelecer regras claras e criar condições para que a população tenha acesso a infraestrutura e serviços de forma equilibrada.
“O crescimento sem planejamento pode gerar ocupação inadequada do território, deficiência de infraestrutura, problemas de mobilidade, pressão sobre recursos naturais e expansão de áreas irregulares. Já a urbanização formal e planejada permite que infraestrutura e ocupação sejam pensadas conjuntamente. Ter estudo técnico sobre planejamento territorial reforça essa relação ao apontar que a sustentabilidade urbana depende da capacidade de implantar modelos de ocupação ambientalmente controlados e territorialmente eficientes”, reforça Jorgito Donadelli, diretor institucional da Aelo.
A campanha será desenvolvida ao longo de dois meses, inicialmente, com possibilidade de ampliação de acordo com os resultados. A estratégia inclui vídeos, peças digitais a partir de um vídeo sobre a região da Guarapiranga, utilizado como ponto de partida para discutir a relação entre território, ocupação urbana e planejamento.
“A proposta é transformar temas que muitas vezes ficam restritos ao debate técnico em conteúdos acessíveis para a sociedade, mostrando que planejamento urbano não é apenas uma questão de urbanistas, gestores públicos ou empreendedores: é uma agenda que interfere diretamente na vida de quem mora, trabalha e investe nas cidades. Precisamos aproximar o debate urbano das pessoas. Quando falamos de planejamento, estamos falando de onde as pessoas vão morar, como vão se deslocar, onde haverá infraestrutura, como vamos preservar áreas ambientais e quais oportunidades de desenvolvimento serão criadas. É uma discussão sobre qualidade de vida e futuro”, afirma Caio Portugal.
O Projeto Cidades Planejadas pretende contribuir para essa conversa, mostrando que uma cidade melhor não nasce apenas quando as obras começam, mas muito antes: no planejamento do território, na definição das prioridades e na escolha de como crescer.
